John Holloway:
Algumas perguntas para a discussão no FSM 2005
O capitalismo é uma catástrofe para a humanidade, mas nó não podemos nos livrar dele atacando os poderes estatais, este deve ser o ponto de partida comum para esta discussão. Nós queremos nos concentrar no problema de como se poderá desenvolver uma política anticapitalista, que não seja orientada no Estado.
Iniciamos com a negação. Milhões de pessoas dizem NÃO ao capitalismo, e de maneiras completamente diferentes: Não, nós não nos permitimos sermos controlados pelo capital; temos nossa própria maneira de viver; fazemos o que consideramos necessário e o que desejamos.
Podemos imaginar esta negacão como uma fissura no „tecido” do domínio capitalista. As vezes estas brechas são tão pequenas que quase não as percebemos e, as vezes, são tão grandes como na Selva Lacandona, no México ou o 19/20 de Dezembro de 2001, na Argentina. O Mundo está cheio de fissuras e negações como estas, o nossa questao é como podemos expandi-las e multiplicá-las. A revolução anticapitalista é intersticial, é a multiplicação e a expansão destas fissuras.
Neste encontro temos pessoas de diferentes partes do mundo, que tomam parte da recusa ao capital e nós queremos discutir, através de suas esperiências, algumas questões como estas fissuras poderão se expandir e multiplicar e também discutir sobre as dificuldades criadas pela negação e recusa ao capitalismo. Para estruturar esta discussão propomos as seguintes perguntas.
1. Como recusar e viver?
O Capital procura nos submeter quando monopoliza os meios de sobrevivência e de produção através da propriedade privada. Se nos recusamos a nos submeter como podemos então sobreviver?
a.) Aceitamos as subvenções estatais ou procuramos eixigir do Estado a concessão de tais subvenções (bloqueando estradas como fizeram os Piqueteiros na Argentina)? Ou recusamos qualquer forma de subvenção estatal?
b.) Se nossa sobrevivência depende do Capital ou do Estado capitalista (por exercermos algum cargo público ou por recebermos alguma espécie de ajuda do Estado), como podemos ser efetivos em nossa oposição ao capital?
c.) Quais são as possibilidades para desenvolver atividades anticapitalistas ou não capitalistas dentro de uma sociedade capitalista? Que experiências foram feitas com as oficinas comunitárias, as fábricas ocupadas e os modelos agrícolas alternativos? Como podemos evitar que fiquemos sujeitos ao mercado? O mercado de trocas é proveitoso?
d.) Como combater a propriedade privada, que nos exclui dos meios de sobrevivência? Quais são as experiências existentes sobre a ocupação de terras e fábricas ou sobre a subversão da propriedade intelectuais?
2. Como nos defender contra a opressão do Estado?
Cada recusa a se sujeitar ao Capital, especialmente quando esta recusa está ligada a um ataque à propriedade privada, pode ser respondida pelo Estado de maneira violenta. Como podemos impedir que o estado exercite esta violência sobre nós?
a) A resistência armada é necessária ou proveitosa? Se sim, como podemos organizar uma resistência armada que não reproduza estruturas autoritárias?
b) Se recusarmos a resistência armada, como poderemos resistir à violência do Estado? Através da integração na comunidade? Através do uso das leis? Devemos pensar mais em subversão do que em confrontação? Até que ponto se toca na questao da autodefesa?
3. Como podemos desenvolver movimentos sociais alternativos?
O objetivo é desenvolver diferentes formas de relações sociais dentro do capitalismo, para cultivarmos um embrião de mundo imaginado, que queremos construir. Mas até que ponto isto é possível dentro de um ambiente capitalista?
a.) Quais são as dificuldades com a prática do horizontalismo? Como evitamos dentro de nosso Movimento a reprodução do sexismo, do racismo ou outras formas de comportamentos autoritários?
b.) Como podemos impedir a Institucionalização (o endurecimento opressivo das estruturas oganizacionais)? Queremos mesmo impedí-la?
c.) O desenvolvimento de nossas próprias atividades implica num repensar do tempo? Isto é possível num mundo onde o mercado („a lei do Valor“) nos impõe seu próprio o tempo?
4. Qual é a nossa relação com a luta centralizada no Estado contra o capitalismo?
Eles dizem não ao capitalismo, mas fazem isto de uma forma que reproduz as estruturas de dominação capitalista. Há inevitavelmente uma tensão entre os dois enfoques. Existe um caminho para que esta tensão se torne produtiva e não destrutiva?
5. Como podemos expandir e multiplicar as fissuras?
Quase em todo mundo há uma crescente desilusão em relação ao Estado e os partidos políticos, que tão pouco não irá se modificar. O desemprego e a marginalização e precarização de uma grande parte da populaçao mundial provavelmente continuirá crescendo. Para um número cada vez maior de pessoas a condiçao de sobrevivência está em algum tipo de desenvolvimento autônomo.
a.) Como podemos deixa claro que existe um caminho alternativo para pensar a política, que não toma o Estado como ponto de referência, mas sim o mundo que nós queremos construir?
b.) O Capital exclui milhões de pessoas (desemprego, precarização) e continuará fazendo em uma escala cada vez maior. No lugar de pedir nossa “inclusão” (exigir a criação de mais empregos etc.), como podemos converter nossa “exclusão” numa oportunidade para construir uma alternativa na produção e reprodução da vida?
c.) Com base nas experiências de sua organização, como pensa que pode avançar na expansão e multiplicação das fissuras de insubordinação?
6. Quais serião outras questões que deveríamos discutir?
Caminhamos perguntando
John Holloway:
Algunas Preguntas para discutir en el FSM 2005
El capitalismo es una catástrofe para la humanidad, pero no podemos deshacernos de él tomando el poder estatal. Tomamos esto como punto de partida común para la discusión. Nos queremos enfocar en los problemas de desarrollar una política anticapitalista que no sea orientada hacia el estado.
Empezamos desde el NO. Millones de personas dicen NO al capitalismo de muchas formas diferentes: NO, no vamos a dejar que el capital nos determine la vida, vamos a determinar nuestras propias vidas, vamos a hacer lo que nosotros consideramos necesario o deseable. Estos NOs se pueden ver como fisuras o grietas en el tejido de la dominación capitalista a veces son tan chiquitos que pasan desapercibidos, a veces son tan grandes como la selva lacandona o el 19/20 de diciembre en Argentina. El mundo está lleno de estas fisuras, estos NOs. Nuestro problema es cómo expandir y
multiplicarlos. La revolución anticapitalista sólo puede ser intersticial, sólo puede ser una multiplicación y expansión de fisuras, de rechazos al capitalismo.
En la reunión va a participar gente de diferentes partes del mundo involucrada en fisuras de este tipo y queremos discutir a partir de sus experiencias la cuestión de cómo expandir y multiplicar las fisuras, y también las dificultades que presentan el rechazo al capitalismo. Para estructurar la discusión proponemos las preguntas siguientes:
1. ¿Cómo rechazar y vivir?
El capital intenta subordinarnos monopolizando los medios de supervivencia y de producción a través de la propiedad privada. Si nos negamos a subordinarnos ¿cómo sobrevivimos?
a) ¿Aceptamos las subvenciones estatales o incluso intentamos obligar al estado de proporcionar subvenciones (cerrando las rutas, por ejemplo, como hacen los piqueteros argentinos? ? O reclamamos todo tipo de subvención estatal (como hacen los zapatistas)?
b) Si dependemos del capital o del estado capitalista por nuestra supervivencia (o bien porque somos empleados o bien porque recibimos algún tipo de apoyo estatal) ¿cómo podemos ser efectivos en nuestra oposición al capital?
c) ¿Qué posibilidad existe para desarrollar actividades anticapitalistas o no capitalistas dentro de una sociedad capitalista? ¿Cómo han sido las experiencias con talleres comunitarios, fábricas recuperadas, agricultura alternativa? ¿Cómo podemos evitar la subordinación al mercado? ¿El trueque puede jugar un papel en este contexto?
d) ¿Cómo atacar la propiedad privada que nos excluye de los medios de supervivencia? ¿Cómo han sido las experiencias en relación a la ocupación de tierras y fábricas, o la subversión de la propiedad intelectual?
2. ¿Cómo defendernos en contra de la opresión estatal?
Cualquier negación de someternos al capital, sobre todo si involucra un ataque en contra de la propiedad privada, puede enfrentar la violencia estatal. ¿Cómo podemos disuadir al estado de ejercer la violencia en contra de nosotros?
a) ¿Es necesaria o útil la resistencia armada? Si es necesaria ¿cómo podemos pensar en la resistencia armada de una forma que no reproduzca las estructuras autoritarias?
b) Si descartamos la resistencia armada ¿cómo podemos resistir la violencia estatal? ¿A través de la integración en la comunidad? ¿Usando la ley?
¿Deberíamos pensar en subversión en lugar de confrontación? ¿Afecta esto la cuestión de la autodefensa?
3. ¿Cómo desarrollar relaciones sociales alternativas?
La meta es desarrollar una forma diferente de relaciones sociales dentro del capitalismo, nutrir el embrión prefigurativo del mundo que queremos crear, pero ¿hasta qué punto es posible dentro de un ambiente capitalista?
a) ¿Cuáles son las dificultades de un horizontalismo práctico? ¿Cómo podemos evitar la reproducción dentro de nuestras luchas del sexismo, racismo y otras formas de conducta autoritaria?
b) ¿Cómo podemos evitar la institucionalización (el endurecimiento opresivo de las estructuras organizativas)? ¿La queremos evitar?
c) ¿Implica el desarrollo de nuestro propio hacer un repensamiento del tiempo? ¿Es posible en un mundo en el cuál el mercado ("la ley del valor")
impone el tiempo?
4. ¿Cuál es nuestra relación con la lucha estadocéntrica en contra del capitalismo?
Ellos también dicen NO al capitalismo, pero lo hacen de una manera de reproduce las estructuras de la dominación capitalista. Inevitablemente hay una tensión entre los dos enfoques. ¿Hay una manera de asegurar que esta
tensión sea productiva y no destructiva?
5. ¿Cómo multiplicar y expandir las fisuras?
La desilusión con el estado y con los partidos políticos que existe en casi todos las partes del mundo va a seguir creciendo. El desempleo y la
marginalización y la "precarización" de una gran proporción de la población del mundo va a seguir creciendo también. Para más y más gente, algún tipo de organización "autónoma" es una condición para sobrevivir.
a) ¿Cómo podemos dejar en claro que hay otra forma de pensar en la política que toma como punto de referencia no el estado sino el mundo que queremos crear?
b) El capital "excluye" a millones de nosotros (desempleo, "precarización") y va a seguir haciéndolo en una escala cada vez más grande. En lugar de pedir nuestra ³inclusión² (pedir más empleo, etc.) ¿cómo podemos convertir nuestra "exclusión"en una oportunidad para construir un espacio común
alternativo para la producción y reproducción de la vida?
c) En base a la experiencia de tu movimiento ¿cómo piensas que podemos avanzar en la expansión y multiplicación de las fisuras de insubordinación?
6. ¿Cuáles otra preguntas deberíamos discutir?
Preguntando caminamos.
John Holloway:
Some Questions for discussion on the WSF 2005
Capitalism is a catastrophe for humanity, but we cannot get rid of it by taking state power. We take that as a shared starting point for discussion. We want to focus on the problems of developing an anti-capitalist politics that is not oriented towards the state.
We start from refusals. Millions of people say NO to capitalism in many different ways: No, we shall not allow ourselves be determined by capital, we shall shape our own lives, we shall do what we consider to be necessary or desirable. These refusals can be thought of as fissures or cracks in the texture of capitalist command – sometimes they are so small they go unnoticed, sometimes they are as big as the Lacandon Jungle or the 19/20 December 2001 in Argentina. The world is full of such fissures, such refusals. Our problem is how we can expand and multiply them. Anti-capitalist revolution can only be intersticial, the multiplication and expansion of such fissures.
In this meeting we have people from different parts of the world who are involved in refusals of this sort and we want to discuss from their experience the question of how to expand and multiply the fissures, as well as the difficulties involved in the refusal of capitalism. In order to structure the discussion, we prrpose the following questions:
1. How do we refuse and live?
Capital tries to subordinate us by monopolising the means of survival and production through private property. If we refuse to submit, how do we survive?
a) Do we accept state subsidies or try to force the state to grant such subsidies (by blocking roads, for example, as the piqueteros of Argentina do)? Or do we refuse all form of state subsidy (as the Zapatistas do)?
b) If we depend on capital or the capitalist state for our survival (either because we are employed or because we receive some sort of state support), how can we be effective in our opposition to capital?
c) What possibility is there for developing anti-capitalist or non-capitalist activities within a capitalist society? What is the experience with community workshops, occupied factories, alternative agriculture? How can we avoid subjecting ourselves to the market? Is the development of barter helpful in any way?
d) How can we attack the private property that excludes us from the means of survival? What is the experience in relation to seizure of land and factories, or the subversion of intellectual property?
2. How do we defend ourselves against state oppression?
Any refusal to submit to capital, especially if it involves an attack on private property, may be met with state violence. How do we deter the state from exercising violence against us?
a) Is armed resistance necessary or helpful? If so, how can we think of armed resistance in a way that does not reproduce authoritarian structures?
b) If we discount armed resistance, how can we resist state violence? By integration into the community? By use of the law? Should we think of subversion rather than confrontation? Does this affect the question of self-defence?
3. How can we develop alternative social relations?
The aim is to develop a different form of social relations within capitalism, to nurture the prefigurative embryo of the world we want to create, but to what extent is this possible within a capitalist environment?
a) What are the difficulties of practical horizontalism? How do we avoid the reproduction within our struggles of sexism, racism and other forms of authoritarian conduct?
b) How do we avoid institutionalisation (the oppressive hardening of organisational structures), or do we want to avoid it?
c) Does the developing of our own activity involve the re-thinking of time? Is this possible in a world in which the market (” the law of value”) imposes its rule of time?
4. What is our relation to the state-centred struggle against capitalism?
They too say No to capitalism, but they do so in a way that reproduces the structures of capitalist domination. There is inevitably a tension between the two approaches. Is there any way that we can make that tension productive rather than destructive?
5. How do we multiply and expand our fissures?
The growing disillusionment with the state and with political parties almost everywhere in the world is unlikely to change. Unemployment and the marginalisation and ”precarisation” of a big proportion of the world’s population are likely to increase. For more and more people some sort of ”autonomous” organisation is a condition of survival.
a) How can we make it clear that there is an alternative way of thinking about politics that takes as its point of reference not the state but the world we want to create?
b) Capital ”excludes” millions of us (unemployment, ”precarisation”) and will do so on an ever-increasing scale. Instead of asking for our ”inclusion” (demands for more employment, etc.), how can we convert our ”exclusion” into an opportunity to build an alternative commons in the production and reproduction of life?
c) On the basis of your movement’s experience, how do you think we can advance in the expansion and multiplication of fissures of insubordination?
6. What other questions should we be discussing?
Preguntando caminamos.
John Holloway:
Einige Fragen zur Diskussion auf dem WSF 2005
Der Kapitalismus ist eine Katastrophe für die Menschheit, aber wir können ihn nicht loswerden, indem wir die Staatsmacht übernehmen. Das soll unser gemeinsamer Ausgangspunkt für die Diskussion sein. Wir wollen uns auf die Probleme konzentrieren, wie eine anti-kapitalistische Politik entwickelt werden kann, die nicht auf den Staat orientiert ist.
Wir gehen von den Verweigerungen aus. Millionen von Menschen sagen NEIN zum Kapitalismus, und zwar auf ganz unterschiedliche Weise: Nein, wir werden nicht zulassen, dass uns das Kapital bestimmt; wir werden unser eigenes Leben gestalten; wir werden das tun, was wir für notwendig oder wünschenswert halten. Diese Verweigerungen kann man sich vorstellen als Risse oder Brüche im Gewebe der kapitalistischen Herrschaft. Manchmal sind sie so klein, dass sie unbemerkt bleiben, manchmal sind sie so groß wie der Lacandonische Dschungel oder der Aufstand des 19./20. Dezember 2001 in Argentinien. Die Welt ist voll von solchen Rissen, solchen Verweigerungen. Unser Problem besteht darin, wie wir sie ausdehnen und vervielfältigen können. Die antikapitalistische Revolution kann nur von den sich öffnenden Zwischenräumen ausgehen, von einer Vervielfältigung und Ausdehnung solcher Risse.
Auf diesem Treffen sind Leute aus verschiedenen Teilen der Welt, die sich an Verweigerungen dieser Art beteiligen und wir wollen anhand ihrer Erfahrungen die Frage diskutieren, wie die Risse ausgeweitet und vervielfältigt werden können, und auch die Schwierigkeiten erörtern, die mit der Verweigerung des Kapitalismus zusammen hängen. Zur Strukturierung der Diskussion schlagen wir folgende Fragen vor.
1. Wie schaffen wir es zu verweigern und zu leben?
Das Kapital versucht, uns zu unterwerfen, indem es die Mittel des Überlebens und der Produktion durch das Privateigentum monopolisiert. Wenn wir uns weigern, uns zu unterwerfen, wie könne wir dann überleben?
a) Akzeptieren wir staatliche Subventionen oder versuchen wir, den Staat zu solchen Subventionen zu zwingen (mit Straßenblockaden wie in Argentinien die Piqueteros)? Oder verweigern wir jede Form von Staatssubventionen (wie es die Zapatisten tun)?
b) Wenn wir für unser Überleben vom Kapital oder vom kapitalistischen Staat abhängen (weil wir entweder beschäftigt sind oder weil wir irgendeine Art von staatlicher Unterstützung erhalten), wie können wir effektiv sein in unserer Opposition zum Kapital ?
c) Was für Möglichkeiten gibt es innerhalb einer kapitalistischen Gesellschaft, um antikapitalistische oder nichtkapitalistische Aktivitäten zu entfalten? Welche Erfahrungen wurden mit kommunalen Werkstätten, besetzten Fabriken, alternativer Landwirtschaft gemacht? Wie können wir vermeiden, uns dem Markt zu unterwerfen? Ist die Entwicklung von Formen des Tauschhandels irgendwie hilfreich?
d)Wie greifen wir das Privateigentum an, das uns von den Mitteln des Überlebens ausschließt? Welche Erfahrungen gibt es mit Land- und Fabrikbesetzungen oder mit der Unterwanderung intellektuellen Eigentums?
2. Wie verteidigen wir uns gegen Staatsrepression?
Jede Weigerung, sich dem Kapital zu unterwerfen, besonders, wenn damit ein Angriff gegen das Privateigentum verbunden ist, kann mit staatlicher Gewalt beantwortet werden. Wie können wir den Staat davon abhalten, Gewalt gegen uns auszuüben?
a)Ist bewaffneter Widerstand notwendig oder hilfreich? Wenn ja, wie können wir den bewaffneten Widerstand so gestalten, dass nicht wieder autoritäre Strukturen reproduziert werden?
b) Wenn wir den bewaffneten Widerstand ablehnen, wie können wir dann der Staatsgewalt widerstehen? Indem wir uns in der Gemeinschaft verankern? Indem wir uns der Gesetze bedienen? Sollten wir eher in Begriffen der Subversion anstatt der Konfrontation denken? Inwiefern ist damit die Frage der Selbstverteidigung berührt?
3. Wie können wir alternative soziale Beziehungen entwickeln?
Es ist das Ziel, eine andere Form gesellschaftlicher Verhältnisse innerhalb des Kapitalismus zu entwickeln, um das sich abzeichnende Embryo einer Welt zu pflegen, wie wir sie erschaffen wollen. Aber bis zu welchem Punkt ist das innerhalb einer kapitalistischen Umgebung möglich?
a) Was sind die Schwierigkeiten des praktizierten Horizontalismus? Wie vermeiden wir innerhalb unserer Bewegung die Reproduktion von Sexismus, Rassismus und anderen Formen autoritären Verhaltens?
b)Wie können wir die Institutionalisierung (die unterdrückerische Verhärtung von Organisationsstrukturen) verhindern, oder wollen wir das überhaupt?
c) Erfordert die Entfaltung unserer eigenen Aktivitäten auch eine neue Konzeption der Zeit? Ist das möglich in einer Welt, in der der Markt (das Wertgesetz) seine Zeitherrschaft auferlegt?
4. Was ist unsere Beziehung zum staatszentrierten Kampf gegen Kapitalismus?
Auch sie sagen Nein zum Kapitalismus, aber sie tun dies in einer Weise, die die Strukturen kapitalistischer Herrschaft reproduziert. Es gibt unweigerlich eine Spannung zwischen den beiden Ansätzen. Gibt es einen Weg, um diese Spannungen produktiv zu wenden, statt sie destruktiv wirken zu lassen?
5. Wie können wir unsere Risse vervielfältigen und ausdehnen?
Es ist unwahrscheinlich, dass die fast überall auf der Welt wachsende Desillusionierung mit dem Staat und mit politischen Parteien sich ändert. Erwerbslosigkeit und Marginalisierung und Prekarisierung eines großen Teils der Weltbevölkerung wird sich wahrscheinlich erhöhen. Für immer mehr Menschen sind Formen autonomer Organisierung, eine Überlebensvoraussetzung.
a)Wie können wir verdeutlichen, dass es eine alternative Weise gibt, über Politik nachzudenken, die nicht den Staat als Bezugspunkt nimmt, sondern die Welt, die wir erschaffen wollen?
b)Das Kapital schließt viele Millionen von uns aus (Erwerbslosigkeit, „Prekarisierung“) und wird das in ständig wachsendem Maße tun. Wie können wir, anstatt um unsere „Inklusion“ zu bitten (Forderungen nach mehr Beschäftigung etc.), unsere „Exklusion“ in eine Chance verwandeln, ein alternatives Gemeinsames in der Produktion und Reproduktion des Lebens zu schaffen?
c)Wie können wir, auf der Grundlage der Erfahrung eurer Bewegung, die Expansion und Multiplikation der Risse der Aufsässigkeit vorantreiben?
6. Welche weiteren Fragen sollten wir diskutieren?
Fragend gehen wir voran .
John Holloway:
Alcune domande per la discussione, FSM 2005
Il capitalismo è una catastrofe per l'umanità, ma non possiamo disfarcene prendendo il potere dello stato. Prendiamo questo come punto di partenza comune per la discussione. Vogliamo mettere a fuoco i problemi dello sviluppo di una politica anticapitalista che non sia orientata verso lo stato.
Cominciamo dal NO. Milioni di persone dicono NO al capitalismo in molte forme differenti: NO, non lasceremo che il capitale determini la vita, lo faremo noi, faremo ciò che consideriamo necessario e desiderabile. Questi NO si possono vedere come fessure o crepe nel tessuto della dominazione capitalista - a volte sono tanto piccoli che passano inosservati, a volte sono tanto grandi come la Selva Lacandona o il 19/20 dicembre 2001 in Argentina. Il mondo è pieno di queste fessure, di questi NO. Il nostro problema è come espanderli e moltiplicarli. La rivoluzione anticapitalista può essere solo interstiziale, una moltiplicazione di fessure, di rifiuti del capitalismo.
Alla nostra riunione, a Porto Alegre, parteciperanno persone provenienti da differenti parti del mondo che sono coinvolte in fessure di questo tipo. Vogliamo discutere a partire dalle loro esperienze il tema di come moltiplicare ed espandere le fessure, e anche le difficoltà che presenta il rifiuto del capitalismo. Per la discussione proponiamo queste domande:
1. Come ribellarsi e vivere?
Il capitale tenta di subordinarci monopolizzando i mezzi di sopravvivenza e di produzione attraverso la proprietà privata. Se rifiutiamo di subordinarci, come sopravviveremo?
a) Accettiamo le sovvenzioni dello stato oppure tentiamo di obbligarlo a dare sussidi (bloccando le strade, per esempio, come fanno i piqueteros argentini)? Oppure rifiutiamo ogni tipo di sovvenzione statale (come fanno gli zapatisti)?
b) Se dipendiamo dal capitale o dallo stato capitalista per la nostra sopravvivenza (o perché siamo impiegati o perché riceviamo qualche tipo qualche tipo di sostegno statale), come possiamo rendere efficace la nostra opposizione al capitale?
c) Quali possibilità esistono per sviluppare attività anticapitaliste o non capitaliste in una società capitalista? Come sono andate le esperienze di laboratori comunitari, fabbriche recuperate, agricoltura alternativa? Come possiamo evitare la subordinazione al mercato? Il "trueque" (lo scambio senza denaro) può svolgere un ruolo in questo contesto?
d) Come contrapporsi alla proprietà privata che ci esclude dai mezzi della sopravvivenza? Como sono andate le esperienze sull'occupazione delle terre e delle fabbriche, o la sovversione della proprietà intellettuale?
2. Come difenderci dall'oppressione dello stato?
Ogni rifiuto di sottometterci al capitale, soprattutto se comporta un attacco alla proprietà privata, può scontrarsi con la violenza dello stato. Come possiamo dissuadere lo stato dall'esercitare la violenza contro di noi?
a) E' necessaria o utile la lotta rmata? Se è necessaria, come possiamo pensare alla resistenza armata in un modo che non riproduca le strutture autoritarie?
b) Se scartiamo la resistenza rmata, come possiamo resistere alla violenza dello stato? Attraverso l'integrazione nella comunità? Usando la legge? Dovremmo pensare alla sovversione invece del confronto? Questo riguarda la questione dell'autodifesa?
3. Come sviluppare relazioni sociali alternative?
L'obiettivo è quello di sviluppare un modo diverso di tenere relazioni sociali nel capitalismo, nutrire l'embrione prefigurativo del mondo che vogliamo creare, ma fino a che punto è possibile farlo in un contesto capitalista?
a) Quali sono le difficoltà per le pratiche orizzontali, Come possiamo evitare di riprodurre nelle nostre lotte il sessismo, il razzismo e altre forme di condotta autoritaria?
b) Come possiamo evitare l'istituzionalizzazione (l'indurimento oppressivo delle strutture organizzative)? Lo vogliamo evitare?
c) Lo sviluppo del nostro fare comporta un ripensamento del tempo? E' possibile un mondo in cui il mercato ("la legge del valore") impone il tempo?
4. Qual è la nostra relazione con la lotta statocentrica contro il capitalismo?
Anch'essa dice NO al capitalismo, ma lo fa in un modo che riproduce le strutture del dominio capitalista. Inevitabilmente c'è una tensione tra le due visioni. C'è un modo di assicurare che questa tensione sia produttiva e non distruttiva?
5. Come moltiplicare ed espandere le fessure nel capitalismo?
La delusione sullo stato e i partiti politici che esiste in quasi ogni parte del mondo continuerà a crescere. Anche la disoccupazione e la marginalizzazione (o "precarizzazione") di una grande parte della popolazione del mondo continueranno a crescere. Per sempre più persone un qualche tipo di organizzazione "autonoma" è una condizione di sopravvivenza.
a) Come possiamo dire chiaramente che esiste un altro modo di pensare la politica che non prende come punto di riferimento lo stato ma il mondo che vogliamo creare?
b) Il capitale esclude milioni di noi (disoccupazione o precarizzazione) e continuerà a farlo su scala sempre più grande. Invece di chiedere la nostra "inclusione" (più posti di lavoro, ecc.), come possiamo convertire la nostra esclusione in un'opportunità per costruire uno spazio comune alternativo per la produzione e la riproduzione della vita?
c) In base all'esperinza del tuo movimento, come pensi che possiamo far crescere l'espansione e la moltiplicazione delle fessure dell'insubordinazione
6. Quali altre questioni dobbiamo discutere?
Camminiamo domandando.
* * *
Recebi este material de meu amigo Alexandre, que participa da lista de discussões criada desde a oficina. Segue a mensagem que esclarece um pouco os agenciamentos propostos:
Car@s,
Eis, em vários idiomas, as importantes perguntas que o Holloway espalhou num evento do último dia do FSM. Ele e a Dorothea (Attac Alemanha) convidaram pessoas de vários continentes, ligadas a movimentos os mais diversos, para falar de suas experiências, depois, quem estava por lá, dividiu-se em grupos de trabalho, tentando responder a algumas dessas perguntas. Nesse evento, surgiu a idéia dessa lista, que tem o nome de "ants". Segue um e-mail da Dorothea, a propósito de tradução.
Beijos.
A.
Halo Ants,
I write in english first a luego en espanyol
I am very glad that our e-mail list is already running although more in spanish then in english .
It's not only a question of language, I suppose, but when we realy want to go on in an intercontinental dialogue we must think about translation.
I have two very interesting textes from South Africa in english and another one from Mexico in spanish and I am sure there will be many ,many more.
SO WE SHOULD THINK ABOUT SOMETHING LIKE " BABELS FOR ANTS" !
My proposal, all who are able to translate from english to spanish or into even other languages and visaverse unite in this list as "Babels for ants" and just let the others know which text he/she ist going to translate. When we will be many translators, it won't be so much work for one of us.
So please just put your name and the language(s) you could translate into this list, so we'll soon become a real intercontinental list and let us see how it works.
As a first step I am sending in the annex John's questions in 5 languages and in a seperate mail the textes mentioned above.
Much love to all of you Dorothea
Hola hormigas,
que bien ya esta funcionando nuestra lista, pero hasta ahora sobre todo en espanyol. Esto no es sólo una quesatión de lenguage, supongo, pero de todos modos si queremos empujar un diálogo intercontinental
tenemos que pensar en el tema de traduciones.
Tengo 2 textos muy interesantes de Surafrica en inglés y otro de Mexico en espanyol y estoy convencida que muy pronto tendremos muchos mas.
ENTONCES DEJAD NOS PENSAR EN ALGO COMO " BABELS PARA LAS HORMIGAS"!
Mi propuesta es la siguiente: todos que están dispuestos en traducir del inglés al espanyol o a otros idiomas y al revés se apuntan en una liste "Babels para las hormigas" y cadauno/a simplemente deja una nota en nuestra lista avisando que texto va a traducir a que idioma.
Para empezar sería lo mejor de mandar el nombre y el/los idioma/s a esta lista y en la práctica vamos a ver como funciona nuetra lista intercontinental si somos muchos las traduciones no nos darán mucho trabajo.
Como primer paso mando como anexo las peguntas de John en 3 idiomas y en otro mail los textos ya mencionados.
Un abrazo a todas y todos
Dorothea